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12 mai 2010
por Helena Mattar

Mouton Cadet, para os que não o conhecem, é um dos vinhos de Baron Philippe de Rothschild (BPDR). A empresa, que ficou mundialmente conhecida pelo Château Mouton Rothschild (1o Grand cru classé da A.O.C. Pauillac), criou um vinho de primeiro preço de simples Denominação de Origem (A.O.C. Bordeaux) e que existe em tinto, branco e rosé.

Dia 11 de março foi inaugurado o primeiro bar de vinhos Mouton Cadet.  O lugar escolhido para cediá-lo não foi a França, mas a cidade de Guangzhou na China. A ideia foi concebida por Torres China, parceiro e importador exclusivo da BPDR no país. Segundo ele, o bar terá o mesmo conceito do museu que se encontra em Bordeaux.

O bar irá servir não apenas o Mouton Cadet, mas os demais vinhos do grupo como Château d’Armailhac, Château Clerc Milon e o famoso Château Mouton Rothschild. Segundo presidente do BPDR, Xavier de Eizaguirre, em entrevista para a  Decanter News, se o bar vingar, outras unidades serão abertas no país. A China ainda não representa uma grande parte das importações de Mouton Cadet, porém representa um grande problema dada a quantidade de falsificações de garrafas.

Aproveito o post pra contar que enquanto o Mouton Cadet segue sendo considerado como um ótimo vinho mundo afora, aqui na França ele é conhecido como o “vin de marketing”, pra quem muitos torcem o nariz. Eu odeio concordar com franceses, mas desta vez não tem jeito. Que fique claro que ninguém está falando que ele é ruim, mas que ele considerado melhor do que realmente é. A associação com o nome do Barão e o seu vinho premium faz com que ele seja bem visto logo de cara e o bar é só mais uma jogada de marketing. O que muitos não param para ver é que o vinho não é feito nem na mesma propriedade e nem com o mesmo rigor. Aqui na França, ele custa entre 9 e 11 euros enquanto no Brasil sobe pra R$60 (eu sei que existem altas taxas de importação, mas ainda assim). Não estou falando para não comprarem ou deixarem de gostar, mas às vezes precisamos tentar ser menos influenciados pelo que diz a etiqueta. É preciso consumir com moderação e também com critérios.