Arquivo da categoria ‘Itália’

4 dez 2011
por Helena Mattar

O termo “bicho-grilo” é normalmente usado para designar pessoas hippies ou porra-loucas entre outras coisas. Neste caso uso como sinônimo de alternativo para me referir a uma uva diferente, pouco usual e não muito comercial, a Grillo.

Uma dentre as muitas uvas autoctones da Itália, esta é uma uva branca da ilha da Sicília e que  era muito usada na produção do vinho Marsala. Conduzida na forma de bush-vines (vinhas em forma de arbustos), rende vinhos brancos encorpados, discretos em aromas, de acidez média, mas de bom frescor quando vinificada sozinha. Dado seu corpo e sutileza em aromas, muitas vezes é complementada pela aromática uva Inzolia (c0nhecida como Ansonica na Toscana).

Recentemente descobri  um vinho varietal, 100% Grillo, feito pela famosa Tasca d’Almerita em parceria com a Sallier de la Tour, vinícola do séc XIX localizadas nas imediações de Palermo. Um vinno cheio de frescor, com aromas frutados e leve mineralidade. Ótima pedida como aperitivo!

De ótimo custo benefício (apesar do site não disponibilizar o preço neste momento), na importadora Mistral.

29 ago 2011
por Helena Mattar

O Primitvo di Manduria DOC “Sessantani” é um dos vinhos que mais gosto no momento. Sempre que um cliente me permite oferecer um vinho um pouco mais caro,  ele está entre as opções. Até hoje, todos que experimentaram gostaram muito e alguns passaram a tomar apenas ele. Um sucesso!

A uva Primitivo, também conhecida como Zinfandel nos Estados Unidos, possui uma cor intensa e viva. Como seu cacho amadurece de forma desigual, muitas vezes algumas uvas já estão passas quando o resto chega a maturidade ideal. Assim, é normal encontrarmos vinhos com algum açúcar residual.

Produzido pelo Feudi di San Marzano na região da Puglia (Itália), este Primitivo tem uma cor púrpura bem intensa e aromas de frutas muito maduras como amoras, blueberries  e cerejas, além de ameixas em compota. Apresenta também toques de tabaco e chocolate. Na boca, um vinho intenso com taninos macios e teor alcoólico de 14,5%. Encontramos notas de baunilha, cacau e café que provavelmente são proveninetes do estágio de 6 meses em carvalho francês . Um vinho rico, elegante e profundo. Acompanha bem carnes vermelhas e pratos mais robustos. Servir a 18°C.  R$ 160 na Ville du Vin

27 jan 2011
por Helena Mattar

O calor chegou de vez e trouxe junto aquele clima alegre de verão. Nada mais gostoso que reunir os amigos pra bebericar e se divertir. Ótimas pedidas são os vinhos brancos leves e refrescantes.

Hoje, a dica vai pro Campogrande 2007, um Orvietto Classico D.O.C. (Umbria – Itália) produzido pelo Antiori. Feito de um corte de 40% Procanico, 40% Grechetto, 15% Verdello e 5% de Drupeggio e Malvasia, ele tem uma cor amarela clara, mais para o palha. No nariz muita fruta e toques florais. Na boca é leve e apresenta uma acidez que refresca.

Lá no Vito (restaurante onde trabalho), ele é adorado por 9 em cada 10 pessoas. E, para completar, tem um ótimo preço: R$34,90, na Ville du Vin (preço promocional de dezembro).

17 mai 2010
por Helena Mattar

Sassicaia é o nome  vinho que fez a fama dos vinhos italianos no mundo e que deu origem os “supertuscans” (super toscanos), vinhos da região da Toscana que não são feitos com o corte tradicional. Criado por Mario Incisa della Rocchetta em 1948, ele é feito no estilo Bordeaux: 85% cabernet sauvignon e 15% cabernet franc.  Sassicaia foi bebido apenas por seus proprietários  até chegar ao ponto, sendo a primeira safra a ser lançada no mercado a de 1968. De lá pra cá, com a ajuda do famoso enólogo Giacomo Tachis, Sassicaia se refinou ainda mais.

Esse famoso vinho possui dois irmãos legítimos também feitos na propriedade Tenuta San Guido (tenuta é o mesmo que domaine em francês e estate em inglês): Guildalberto (45% cabernet sauvignon, 45% merlot e 10% sangiovese) e Le Difese (70% cabernet sauvignon e 30% sangiovese). O que muitos não sabem é que Sassicaia possui dois outros “meio-irmãos”, nascidos na Sardenha. Montessu e Barrua são os resultados da união da Tenuta San Guido, Cantina Santadi, Giacomo Tachis e Sebastiano Rosa, união que leva o nome de Agrícola Punica.

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