Fui conhecer o Divine Wine Bar, que como o próprio nome já diz é um bar dedicado aos vinhos. Aqui no Brasil esse conceito ainda é novidade, mas na França os Bar à Vin são comuns e são encontrados partout!
A pequena portinha fica no número 1.844 da Alameda Jaú, no Jardins (São Paulo). Um lugar bem pequeno, mas muito charmoso, onde uma parede de pedras remete às caves mais rústicas. Há um balcão, algumas mesinhas, sofás e uma adega que fica à vista dos clientes um patamar acima. Se não fosse pela música alta no estilo dance, o clima seria mais intimista.
A carta traz 60 rótulos entre espumantes, champagnes, tintos leves e encorpados, brancos, rosés e vinhos de sobremesa. Em termos de quantidade, a oferta é grande e diversificada. São rótulos menos conhecidos, de importadoras e produtores menores como eles mesmo avisam no site. Uma bela iniciativa.
Há um cardápio com petiscos para acompanhar a bebedeira. Pedi a simpática tábua de queijos (R$48) para acompanhar meu Katnook Founder’s Block Cabernet Sauvignon 2005 (Coonawarra, Austrália). O vinho era bem macio e equilibrado, com aquela boa concentração de frutas negras maduras e um toque de madeira dos autralianos. Ele custa R$110, mas existem opções mais em conta.
Por curiosidade, acabei pedindo um Blue Velvet, um drink feito com o espumante nacional Valmarino Churchill e licor de violetas. Decepcionou, pois era muito enjoativo, além de caro: R$30. Vale ressaltar a simpatia e bom treinamento dos garçons que ofereceram uma taça do espumante no lugar do drink.
Ficou faltando brincar no Enomatic, aparelho que serve diferentes doses de vinhos sem deixar que eles oxidem. Ou seja, é possível beber- ou apenas bebericar- vinhos mais caros por preços mais acessíveis.
Apesar de pecar no estilo musical- que não combina com o clima do bar- vale a pena conhecer o Divine Wine Bar, pois ele traz uma proposta interessante e bem executada.
Funcionamento: de terça a domingo, das 19h à 1h / Telefone: (11) 3063-3961










