Acabo de voltar de Nova York, onde passei dez dias incríveis e gulosos! Foram vários restaurantes, mas a refeição mais especial foi um jantar harmonizado no Daniel, o mais famoso dos restaurantes do chef Daniel Boulud, eleito o 11o melhor restaurante do mundo em 2011.
O menu escolhido foi o de três pratos e três vinhos, por US$168, mas acabamos ganhando uns agrados extras (!!). O programa foi todo muito especial e com harmonizações maravilhosas, mas uma das coisas que mais me encantou foi o serviço do restaurante. Isso porque em um lugar com este porte é difícil encontrar o meio termo entre o tratamento forma e o amigável, mas eles acertaram em cheio! Formal, but friendly, bem diferente do serviço dos restaurantes franceses de alto padrão, sempre tão formais.
Bom, neste cardápio de 3 pratos, vocês escolhe uma entrada de uma lista com uma quantidade razoável de opções e o mesmo para o prato principal e a sobremesa. Com base na sua escolha o sommelier escolhe o vinho que irá acompanhar. Além de simpático e extremamente profissional, o sommelier nos surpreendeu em todos os momentos! Foi uma experiência deliciosa e altamente recomendada!
Abaixo o nosso cardápio:
Dos vinhos degustados, e extremamente bem harmonizados, fiquei encantada com o Chasselas Vieilles Vignes do Schoffit 2007 e o Rioja ” Viña Tondonia” 1993 do Lopez de Heredia. O Chasselas surpreendeu não só pela qualidade, mas também pelo caráter inusitado já que costuma ser a cepa dos vinhos brancos mais simples de mesa da Alsácia e de Pouilly-Sur -Loire. Já o Rioja branco surpreendeu pela riqueza, corpo e peso na boca apesar dos 18 anos de idade.
O tinto do Rhône que acompanhou a carne de veado não ficou para trás: ” Offérus” 2007 do Domaine Jean-Louis Chave , da AOC de Saint Joseph. Havia muito tempo que eu queria degustar um vinho deste Domaine, um dos mais tradicionais e prestigiados do Vale do Rhône, que por sua vez é umas das minhas regiões preferidas! Um vinho de profundidade e complexidade aromática, redondo e macio que envolveu muito bem a carne que era acompanhada de um confit de grapefruit no vinho tinto e repolho roxo refogado.
Quanto ao Riesling alemão da região do Mosel “Graacher Himmelreich” 2008 do Dr. F Weins-Prum, caiu muito bem com a terrine de pato! A tradicional dupla de terrine de fígado com sauternes muitas vezes não é a mais adequada dado o alto nível de doçura do sauternes. Neste caso, o vinho tinha um pouco de açúcar residual, mas não era doce, se mostrando uma opção mais sensata para se começar uma refeição.
Para finalizar, um Tokaji 5 puttonyos 2000 do Château Pajzos para acompanhar 3 sobremesas diferentes: biscoito do tipo bretão com um crisp caramelizado de maçã, creme de Calvados e sorvete de confit de maçã; um biscoito de abóbora, biscoito do tipo Speculoos e sorbet de cranberry; por último, um Petit gateau de chocolate, caramelo, flor de sal e sorvete de leite.
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