Arquivo de março, 2011
Participei de uma matéria na última edição da Revista DiVino sobre vinhos trazidos na bagagem. Foi uma boa oportunidade para relembrar a viagem que fiz pelo leste europeu em julho de 2010. Confira a abaixo:
“Trouxe alguns bons vinhos de uma viagem pelo Leste Europeu, principalmente alemães e húngaros. E foi de Budapeste que trouxe o mais especial, um Tokaji Eszencia Navis Praetoria 1993. Feito do suco que escorre naturalmente das uvas do tipo Aszú, ele chega a ter uma concentração de 300 g de açúcar por litro. Algumas vezes, leva anos para fermentar e sua graduação alcoólica raramente ultrapassa 5%. E, apesar dos 18 anos, apresentava uma acidez viva e incrível, equilibrandose perfeitamente com a doçura. Um vinho extremamente rico em aromas e sabores, que me fez compreender por que o Tokaji é conhecido como o “rei dos vinhos e o vinho dos reis.”
Helena Mattar
Sommelière do restaurante Vito
Vale a pena conferir a matéria na íntegra aqui!
“
Carinhosamente Engarrafada: rótulos de cachaça” é o nome da exposição que acontece no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. São cerca de 400 rótulos que pertencem à coleção do designer gráfico e pesquisador Egeu Laus e ao acervo da Fundação Joaquim Nabuco. Essa é uma das exposições que faz parte do projeto Anônimos e Artistas que revisita a origem do design brasileiro.
Muito interessante, ela nos apresenta artes anônimas que unem cores, estilos e imagens para criar rótulos cheios de brasilidades.
A mostra esté dividida em temas como Animais, Humor e Pin-Ups entre outros. Também estão expostas pedras litográfiacas usadas para a impressão de rótulos da década de 50 e 60.
Vale complementar o programa parando no restaurante do Instituto – O Santinho – e nas lojinhas de arte.
Até 10 de abril. De terça a domingo, das 11h às 20h. Entrada Gratuita.
Tomie Ohtake | Avenida Faria Lima, 210 (entrada pela Rua Coropés)
Até 10 de abril. De terça a domingo, das 11h às 20h. Entrada Gratuita.
Tomie Ohtake | Avenida Faria Lima, 210 (entrada pela Rua Coropés)
François Pinault, bilionário francês dono do Château Latour (Bordeaux) e do Domaine d’Eugenie (Borgonha), acaba de adquirir o famoso Château Grillet, pequena AOC do Vale do Rhône de uma propriedade só. Quem o vendeu foi Isabelle Baratin- Canet, herdeira da família que possuia o Château desde 1830.
O Château Grillet é uma pequena propriedade de 3,4 hectares no norte do Vale do Rhône, vizinha da AOC de Condrieu. Ela é uma das poucas AOC’s com o uma única propriedade. Seus vinhos são 100% viognier e sua produção fica entre 10.000 e 13.000 garrafas por ano. A vinícola ganhou tamanho status em decorrência de seu terroir excepcional e seus vinhos alcançam preços bem altos.
Segundo o conhecido consultor de vinhos Denis Dubourdieu “É um lugar mágico! E tem um sabor diferente de Condrieu – mais para um bom Chardonnay da Côte d’Or. É realmente um dos melhores vinhos brancos da França”.
A gerência deve ficar sob responsabilidade de Frederic Engerer, atual responsável pela gerência do Château Latour.
Para mim, etiqueta de vinho é igual capa de livro, ou seja, é muito importante. Quem aqui nunca se sentiu tentado a comprar um livro por causa da capa? No caso de um vinho pode acontecer a mesma coisa. A sedução começa ali na prateleira, no contato visual. Além disso, o design existe a nosso favor e um vinho, além de bom, pode ser bonito e agradável aos olhos. Posteriormente, pode virar uma bela lembrança, enfeitando uma prateleira, certo?
Para pessoas como eu, recomendo o site The Dieline Wine. Criado em 2010, ele é um braço do The Dieline, um dos sites de design de embalagens mais visitados do mundo. Dedicado a promover um designe melhor, traz rótulos, embalagens e garrafas. Serve também como um espaço para a comunidade de Baco se manter informada sobre o que está rolando neste campo, acompanhar as últimas tendências, mas também para criticar o que há de ruim por aí. Vale a pena conferir!
A convite da importadora Decanter, fui para o Chile visitar algumas vinícolas neste carnaval. Estávamos em 20 pessoas, todos companheiros de restaurantes ou lojas de vinho. A viagem foi maravilhosa e muito proveitosa! Não há nada como uma visita in loco para vermos de perto o terroir, as plantas e a cultura do produtor para entendermos o produto final que degustamos.
Numa viagem de 5 dias visitamos 5 produtores, começando pela Vinícola Villard, no Vale de Casablanca. Esta região está a 75km ao oeste de Santiago e a 35km do Oceano Pacífico. É uma região fria cujos vinhedos se beneficiam da briza marítima, tendo um tempo de maturação das uvas prolongado.










